Tecnologia Endovenosa

Tratamento de Safena em São Leopoldo

Laser, radiofrequência e o que realmente muda entre eles

Dr. Guilherme Luis Fernandes — CRM/RS 41182 • RQE 36755 • RQE 38667

Sou o Dr. Guilherme Fernandes, médico cirurgião vascular com especialização em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular. Atendo no Fluir Centro Vascular, em São Leopoldo.

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Quem chega ao consultório com o diagnóstico de “safena com refluxo” costuma chegar já pesquisando tecnologia: laser ou radiofrequência, qual é melhor, qual é mais moderna.

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Entendo a pergunta, mas ela vem fora de ordem. A tecnologia é a última coisa a ser decidida — e, na prática, é a que menos muda o resultado. O que muda o resultado é o mapeamento correto de onde está o refluxo, quais segmentos precisam ser tratados e o que será feito depois, nas veias que a safena vinha alimentando.

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Esta página explica o que acontece dentro da veia, por que fechá-la é seguro, e em que situações uma técnica é preferível à outra.

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Se a sua dúvida ainda é mais ampla — por que as varizes aparecem, quais sintomas elas causam e qual a sequência completa do tratamento — comece pela página sobre varizes, que explica o mecanismo desde o início.

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O que são as veias safenas

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As safenas fazem parte do sistema venoso superficial das pernas, aquele que corre logo abaixo da pele, fora da musculatura. As principais são duas:

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Safena magna. A veia mais longa do corpo. Começa na face interna do tornozelo, sobe pela parte interna da perna e da coxa e desemboca na virilha, na veia femoral. É a origem mais frequente de refluxo.

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Safena parva. Percorre a parte de trás da panturrilha, do tornozelo até atrás do joelho, onde desemboca na veia poplítea.

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Existe ainda a safena acessória anterior, que sobe pela frente da coxa e é uma causa de varizes bastante subestimada — inclusive de varizes que reaparecem depois de um tratamento aparentemente bem feito, quando ela não foi identificada no exame inicial.

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Todas elas têm válvulas, que só permitem o sangue subir. Quando essas válvulas falham, o sangue desce por dentro da safena e é despejado nas veias menores da perna, que se dilatam sob essa pressão. Esse fluxo invertido é o refluxo, e é ele que o tratamento interrompe.

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“Se fechar a safena, eu não vou precisar dela?”

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Essa é a primeira pergunta em quase toda consulta, e ela merece uma resposta completa, porque envolve dois medos diferentes.

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O medo da circulação da perna. Cerca de 90% do sangue que retorna da perna sobe pelo sistema venoso profundo, que fica dentro da musculatura e não é tocado no tratamento. O sistema superficial, onde estão as safenas, responde por uma fração pequena. E uma safena com refluxo já não estava contribuindo: ela estava fazendo o contrário, devolvendo sangue para baixo e sobrecarregando o restante do sistema. Fechá-la remove uma sobrecarga, não uma via de retorno.

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O medo da ponte de safena. Muita gente já ouviu que a safena pode ser usada em cirurgia cardíaca e teme “perder essa reserva”. Dois pontos: primeiro, uma safena dilatada e com válvulas incompetentes não serve como enxerto — ela é justamente descartada pelo cirurgião cardíaco por não ter a parede adequada. Segundo, a cirurgia cardíaca moderna prioriza enxertos arteriais, especialmente a artéria mamária interna, que apresenta durabilidade superior à da safena. Tratar uma safena doente não fecha uma porta que estava aberta.

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Antes de decidir a técnica: o Ecodoppler

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Nada do que vem a seguir se decide sem o Ecodoppler venoso, feito com o paciente em pé — deitado, a gravidade não desafia as válvulas e um refluxo importante pode não aparecer.

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O que preciso saber a partir dele:

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Qual safena está insuficiente e em que extensão. Nem sempre a veia inteira está doente; é comum o refluxo existir só na coxa, com a perna preservada.

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Onde começa e onde termina o refluxo. Isso define o ponto exato de punção e o segmento que será tratado.

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O calibre e o trajeto. Uma safena muito tortuosa ou muito superficial pode não ser adequada para cateter, e isso muda a técnica.

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A profundidade em relação à pele. Veia muito rente à pele exige cuidado adicional com o calor.

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Se há perfurantes participando e onde estão.

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Se o sistema profundo está pérvio e competente. Este é um pré-requisito: em algumas situações o sistema superficial está compensando um problema profundo, e aí fechá-lo seria um erro.

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Só depois desse mapa é que a conversa sobre laser ou radiofrequência faz algum sentido.

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O que é a ablação endovenosa

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Ablação significa fechar a veia por dentro, em vez de retirá-la cirurgicamente.

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Na prática, o procedimento tem esta lógica:

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Punção guiada por ultrassom. Uma agulha acessa a safena em um ponto definido no mapeamento, geralmente na perna ou na coxa. Não há incisão para expor a veia.

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Posicionamento do cateter ou da fibra. O dispositivo é conduzido por dentro da veia até a ponta final do segmento a ser tratado, e a posição é conferida pelo ultrassom antes de qualquer energia ser aplicada.

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Anestesia tumescente. Esta é a etapa que quase nunca se explica ao paciente, e é a mais importante para o conforto e a segurança. Uma solução muito diluída de anestésico é injetada ao redor de toda a extensão da veia, guiada pelo ultrassom. Ela faz três coisas ao mesmo tempo: anestesia o trajeto, comprime a veia contra o dispositivo — o que melhora o resultado — e forma uma camada protetora que isola o calor dos nervos, da pele e dos tecidos vizinhos. É por causa dela que o procedimento pode ser feito com o paciente acordado e que a queimadura de pele é um evento raro.

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Aplicação da energia. O dispositivo é recuado lentamente enquanto libera calor controlado. A parede interna da veia sofre uma lesão térmica intencional, que faz a veia se contrair e coagular.

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Retirada e curativo. Não há pontos. Sai-se com um curativo pequeno e a meia elástica.

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Nas semanas e meses seguintes, a veia fechada se transforma em um cordão fibroso e vai sendo progressivamente reabsorvida pelo organismo. Ela não fica “entupida” com sangue parado lá dentro — ela deixa de existir como veia.

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Laser e radiofrequência: a diferença real

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As duas são ablação térmica. As duas fecham a veia com calor. As duas têm taxas de fechamento altas e semelhantes na literatura. A diferença está em como o calor é entregue.

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Radiofrequência. O cateter aquece por segmentos, mantendo uma temperatura fixa e uniforme — em geral em torno de 120°C — por um tempo determinado em cada trecho. É um aquecimento mais controlado e previsível.

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Laser endovenoso (endolaser). A energia é entregue pela ponta de uma fibra óptica, atingindo temperaturas mais altas em um ponto mais concentrado. As fibras antigas, de emissão frontal, concentravam demais o calor e causavam mais dor e hematomas. As fibras radiais atuais distribuem a energia em 360° contra a parede da veia e reduziram bastante essa diferença.

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Na prática, o que pesa na escolha:

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Calibre da veia. Safenas muito calibrosas podem responder melhor a determinada configuração de energia.

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Trajeto e tortuosidade. Cateteres de radiofrequência são um pouco mais rígidos; uma veia muito tortuosa às vezes é mais bem navegada com fibra.

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Proximidade da pele e dos nervos, especialmente abaixo do joelho.

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Extensão a ser tratada e o que será feito no mesmo tempo cirúrgico.

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Não existe uma técnica superior para todos os casos. Existe a técnica adequada para aquela anatomia. Desconfie de quem apresenta uma delas como “a mais moderna” sem antes ter visto o seu exame.

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O detalhe do nervo, e por que às vezes não se trata a perna inteira

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Abaixo do joelho, a safena magna corre colada ao nervo safeno. A safena parva, na panturrilha, corre próxima ao nervo sural. O calor aplicado muito perto desses nervos pode causar alteração de sensibilidade — geralmente uma dormência em faixa na perna ou no pé, na maioria das vezes temporária, mas incômoda.

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Por isso, quando o refluxo permite, prefiro tratar termicamente o segmento da coxa e resolver a perna por outra via — miniflebectomia ou espuma ecoguiada. É uma decisão técnica que troca um ganho pequeno por um risco desnecessário.

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Se você já leu que “o tratamento trata a safena inteira” e o seu plano prevê tratar só um trecho, provavelmente é exatamente isto que está acontecendo.

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Espuma ecoguiada: quando não é o calor

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Nem toda safena é boa candidata a cateter. Veias muito tortuosas, de calibre pequeno, muito superficiais, ou varizes que retornaram após um tratamento anterior às vezes se resolvem melhor com espuma ecoguiada.

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A técnica é diferente: a substância esclerosante é transformada em espuma e injetada dentro da veia com o ultrassom acompanhando em tempo real. A espuma desloca o sangue e permanece em contato com a parede, provocando o fechamento. Como não há calor, não há preocupação com nervo ou pele.

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Realizo esse tratamento e o utilizo tanto em segmentos de safena selecionados quanto em tributárias e perfurantes. É comum que ele apareça combinado com a ablação térmica no mesmo plano, e não como alternativa a ela.

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E a cirurgia convencional ainda existe?

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Sim, e continua sendo a melhor escolha em determinadas anatomias. Na safenectomia, a veia é retirada por meio de pequenas incisões na virilha e na perna.

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O que costuma inclinar a decisão para ela: safenas muito dilatadas, anatomias em que o acesso endovenoso é inviável, algumas recidivas, e situações em que a cirurgia aberta será feita de qualquer forma por outro motivo no mesmo tempo cirúrgico.

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Colocar a técnica convencional como algo ultrapassado seria desonesto. Ela é menos usada hoje porque o tratamento endovenoso resolve a maioria dos casos com menos desconforto — não porque tenha deixado de funcionar.

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“Cirurgia de safena sem corte” existe?

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É a busca mais comum sobre o assunto, e a resposta honesta tem dois lados.

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O que é verdade: não há incisão para expor a veia, não há corte na virilha, não há pontos, e a safena não é arrancada. O acesso é uma punção de agulha.

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O que é impreciso: ainda existe um acesso à veia. Chamar de “sem corte” vende uma imagem que não corresponde exatamente ao procedimento, e expectativa mal calibrada é a principal fonte de frustração no pós-operatório.

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A descrição correta é tratamento minimamente invasivo da safena. E vale lembrar que, se você tiver varizes calibrosas junto, a miniflebectomia entra no mesmo plano — e ela tem microincisões de um a dois milímetros. Boa parte de quem se sente enganada com o “sem corte” está se referindo a essa etapa, não à ablação.

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Endolaser não é laser transdérmico

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Essa confusão aparece muito nas buscas e leva pessoas a procurarem o tratamento errado.

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Endolaser. A fibra vai dentro da veia. Trata veias grandes e profundas como a safena. É um procedimento realizado por cirurgião vascular, com anestesia e planejamento por ultrassom.

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Laser transdérmico. A energia é aplicada através da pele, de fora. Serve para vasinhos finos e superficiais, na etapa de acabamento estético. Não alcança nem trata a safena.

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São coisas distintas, para problemas distintos. Nenhum laser aplicado sobre a pele resolve um refluxo de safena.

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Como é a recuperação

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No mesmo dia. Caminhar é orientado logo após o procedimento, e isso não é opcional — a movimentação da panturrilha é parte da prevenção de trombose. A maioria dos pacientes vai para casa no mesmo dia.

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Nos primeiros dias. Desconforto moderado, controlado com analgesia simples. Roxos ao longo do trajeto tratado são esperados.

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Entre a segunda e a quarta semana. É comum surgir uma sensação de repuxo ou um cordão endurecido e sensível na coxa. Isso costuma assustar, mas é o processo esperado de fibrose da veia tratada. Regride sozinho ao longo de algumas semanas.

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Meia elástica. Uso conforme orientação, variável segundo o que foi feito.

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Retorno às atividades. Trabalho de escritório costuma ser retomado em poucos dias. Atividades com esforço físico, muitas horas em pé ou academia com carga pedem um intervalo maior, definido caso a caso.

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Ecodoppler de controle. Faz parte do tratamento, não é formalidade. Ele confirma que o segmento tratado fechou e verifica se não houve extensão de coágulo para o sistema profundo, que é uma complicação incomum mas que precisa ser identificada cedo, quando ainda é simples de tratar.

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Uma coisa que prefiro dizer antes

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Duas expectativas merecem ser alinhadas desde a consulta.

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A safena pode reabrir. Não é frequente, mas acontece — é a recanalização. Por isso o acompanhamento com ultrassom periódico faz sentido, e não porque algo deu errado.

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Fechar a safena não deixa a perna limpa. Tratar a safena resolve a origem do refluxo. As varizes que ela vinha alimentando podem esvaziar parcialmente, mas em geral ainda precisam ser tratadas na sequência, com miniflebectomia e aplicações. O resultado estético é a última etapa, não a primeira — e costuma levar alguns meses até estar completo.

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Ninguém sai frustrado por causa do procedimento. Sai frustrado quando essas duas coisas não foram ditas antes.

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Perguntas frequentes

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Toda safena com refluxo precisa ser tratada? Não. A indicação considera a extensão do refluxo no Ecodoppler, o quanto os sintomas afetam sua rotina, o estágio da doença na pele e suas condições clínicas gerais. Um refluxo pequeno, sem sintomas e sem repercussão na pele, pode ser acompanhado com medidas clínicas e reavaliação periódica.

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O endolaser retira a safena? Não. A veia é fechada por dentro pelo calor e permanece no lugar, transformando-se em um cordão fibroso que o organismo reabsorve progressivamente ao longo dos meses seguintes. É justamente por não haver retirada que se evitam as incisões da cirurgia convencional.

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Laser e radiofrequência dão o mesmo resultado? Nas taxas de fechamento, os estudos mostram resultados muito próximos. A diferença está na forma de entregar o calor, e ela pesa em situações específicas de calibre, tortuosidade e proximidade de nervos. Por isso a escolha vem depois do exame, e não antes.

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Dói? Durante o procedimento, não. A anestesia tumescente cobre toda a extensão da veia tratada. Depois, o desconforto costuma ser moderado e responde a analgesia simples. A queixa mais comum não é dor, e sim a sensação de repuxo na coxa entre a segunda e a quarta semana.

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Preciso de internação? Na maioria dos casos, não. O procedimento costuma ser feito em regime de day hospital, com alta no mesmo dia. Casos mais extensos, ou pacientes com outras condições de saúde, podem exigir uma noite de observação. Isso é definido no planejamento e você saberá com antecedência.

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Quanto tempo até poder voltar à academia? Caminhada é liberada imediatamente. Musculação, corrida e atividades de impacto exigem um intervalo maior, que depende do que foi feito no mesmo tempo cirúrgico. Retomar carga cedo demais aumenta hematomas e desconforto sem antecipar nada no resultado.

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Posso viajar de avião depois? Voos longos nas primeiras semanas merecem conversa prévia, porque imobilidade prolongada e pós-operatório recente somam fatores de risco. Não é uma proibição automática — é uma orientação que depende do trajeto, da duração e do seu caso.

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Qual médico faz o tratamento de safena? O cirurgião vascular. É a especialidade que realiza e interpreta o Ecodoppler venoso, define a indicação, executa tanto a ablação endovenosa quanto a cirurgia convencional e acompanha o pós-operatório.

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Agende sua avaliação

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Se você recebeu o diagnóstico de refluxo de safena, ou quer saber se ele existe no seu caso, o passo útil não é escolher entre laser e radiofrequência. É fazer o mapeamento e entender qual é o plano — do qual a tecnologia é apenas uma parte.

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Dr. Guilherme Luis Fernandes Médico Cirurgião Vascular — Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular CRM/RS 41182 — RQE 36755 (Cirurgia Vascular) — RQE 38667 (Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular)

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Fluir Centro Vascular Av. Theodomiro Porto da Fonseca, 99 — Centro, São Leopoldo/RS — CEP 93010-305 Telefone (51) 3376-3400 — WhatsApp (51) 99702-5053 Atendimento em dias úteis, das 8h às 18h, sem intervalo. Estacionamento próprio.

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Precisa de uma avaliação para o seu caso?

Na Fluir Centro Vascular, o Ecodoppler é realizado no próprio consultório pelo Dr. Guilherme Fernandes em São Leopoldo/RS.

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